Na tarde da última quarta-feira (25), no bairro Cohab. Um grupo de mães e responsáveis por crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) realizou uma manifestação em frente ao centro comercial Dalplaza, em um protesto direto contra a operadora de saúde Hapvida.
Com cartazes em punho, as famílias realizaram um protesto. A mobilização ganhou força imediata nas redes sociais. O grupo denunciou a precarização dos serviços e a possível interrupção de tratamentos terapêuticos essenciais.
Revolta e indignação
Segundo os manifestantes, há falhas no acesso aos serviços e relatos de dificuldades burocráticas frequentes. Esses problemas colocam em risco o desenvolvimento de centenas de crianças. Muitas delas dependem de acompanhamento contínuo e especializado.
O sentimento de indignação deu o tom ao ato. Durante a mobilização, os pais reforçaram que o tratamento para o autismo não é uma escolha estética ou opcional, mas uma necessidade garantida por lei. “Nossas crianças não podem ser tratadas como números em uma planilha de custos”, afirmou uma das lideranças do movimento, destacando que a descontinuidade das terapias causa retrocessos graves no comportamento e na aprendizagem dos pequenos.
Reivindicações
A principal exigência do grupo é a regularização imediata dos atendimentos. Os manifestantes também cobram o cumprimento das normas de saúde suplementar. Essas regras protegem pacientes com transtornos do desenvolvimento.
De acordo com os presentes, há falta de profissionais credenciados. Além disso, negativas de cobertura são recorrentes. Esses fatores têm dificultado o acesso à assistência na capital maranhense.
Mobilização permanente
O ato reuniu não apenas familiares, mas também apoiadores da causa, que prometeram não recuar. As famílias informaram que pretendem manter a pressão sobre a operadora e acionar órgãos de fiscalização, como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Ministério Público, caso soluções concretas não sejam apresentadas nos próximos dias.
Até o fechamento desta matéria, a operadora de saúde mencionada não havia emitido um posicionamento oficial sobre as reivindicações específicas do protesto realizado na Cohab.
A luta dessas famílias reflete um cenário nacional de embates judiciais e sociais entre beneficiários de planos de saúde e operadoras, em busca da garantia de terapias essenciais para o público neurodivergente.
Baixe o app da Jovem São Luís e acompanha as notícias https://www.jovempansaoluis.com.br/aplicativo/
Siga no Instagram e confira as informações https://www.instagram.com/jovempansaoluis/
Siga o canal da Jovem Pan no Whatsapp e fique por dentro das principais notícias. Clique aqui.
