Buscas por irmãos desaparecidos chegam ao 10º dia sem pistas concretas em Bacabal

Buscas por irmãos desaparecidos chegam ao 10º dia sem pistas concretas em Bacabal

As forças de segurança do Maranhão completam, nesta terça-feira (13), dez dias de buscas ininterruptas pelos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michel. O caso mantém em vigília o povoado São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Até agora, não há respostas definitivas nem pistas sobre o paradeiro das crianças.

O silêncio das investigações oficiais alimenta um cenário de incerteza e aumenta a angústia de familiares e moradores. O desaparecimento da dupla ocorreu ao mesmo tempo que o de Wanderson Kauã, de 8 anos, já localizado na última quarta-feira (8) em condições que ainda desafiam as autoridades.

O relato do sobrevivente

Wanderson Kauã foi encontrado por um morador à beira de uma estrada que conecta os povoados São Sebastião dos Pretos e Santa Rosa. Embora esteja sob cuidados médicos em uma unidade hospitalar de Bacabal, o estado físico do menino reflete a gravidade dos dias em que esteve desaparecido.

Em depoimento emocionante a uma emissora de Tv de Bacabal, Anderson, pai de Wanderson, descreveu as marcas encontradas no corpo do filho.

“Ele tinha muita arranhadura. Cortes, espinhos nos pés. Corte de capim, de arame, corte nas costas, nas mãos. Não sei se ele estava dentro do mato, querendo se sair, tentar chegar a algum caminho que faça esse percurso para ele ir para casa. É muito difícil para a gente botar na cabeça se ele foi levado ou se ele se perdeu mesmo”, relatou o pai.

Investigação técnica e descarte de abusos

Apesar da gravidade dos ferimentos externos, os exames periciais trouxeram um primeiro alento às investigações ao descartar violência sexual contra Wanderson Kauã. O governador Carlos Brandão confirmou a informação em suas redes sociais e destacou o trabalho do Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA).

“Uma equipe conduz, com técnica e sensibilidade, a escuta especializada do menino”, afirmou o governador. As autoridades consideram a oitiva peça-chave para entender o que ocorreu enquanto as três crianças estiveram juntas e para identificar quando e em quais circunstâncias Ágatha e Allan se separaram de Wanderson.

Mobilização na zona rural

Enquanto Wanderson se recupera, o foco das equipes de resgate permanece na densa área de vegetação e estradas vicinais da região. O mistério sobre o que teria levado o grupo a se dispersar ou quem poderia estar envolvido no desaparecimento continua mobilizando o Corpo de Bombeiros e as polícias Civil e Militar.

A população local, que conhece bem as trilhas do povoado, tem auxiliado nas buscas, mas a falta de “rastros” concretos após dez dias eleva a pressão sobre os órgãos de inteligência do estado. O objetivo é transformar o depoimento especializado de Wanderson na linha de frente para localizar os irmãos ainda desaparecidos.

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