A redação da Jovem Pan São Luís recebeu uma denúncia anônima que revela um grave crime ambiental na Praia da Ponta D’Areia. No vídeo enviado por uma ouvinte, as imagens mostram o momento em que um grande volume de esgoto é despejado diretamente na orla, em área próxima a uma rede de hotéis.
As imagens capturam o escoamento do efluente em uma área próxima à faixa de areia. O material poluente, com características claras de esgoto não tratado, surge estrategicamente camuflado entre as pedras, numa aparente tentativa de ocultar o lançamento clandestino.
Área turística em risco
O vídeo mostra o esgoto fluindo de forma contínua e atingindo diretamente a água do mar na praia, frequentemente utilizada por banhistas e praticantes de esportes aquáticos. A forma como o despejo estava oculto sugere que a prática pode ser recorrente e intencional.
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Esgoto fluindo para a praia em São Luís (Vídeo: reprodução/Instagram/@jovempansaoluis)
A Praia da Ponta D’Areia é uma das regiões mais valorizadas e frequentadas da capital maranhense, concentrando hotéis, restaurantes e grande fluxo de pessoas. O lançamento de efluentes sanitários em locais como este representa um risco iminente e severo à saúde pública, como já demonstrado por estudos recentes que apontam a elevada contaminação fecal em outras praias da Ilha, como Olho d’Água.
A presença de esgoto na água eleva o risco de doenças como diarreias, infecções gastrointestinais e dermatites para a população. Além disso, compromete seriamente a balneabilidade e a imagem turística da região.
Autoridades devem investigar
Diante do flagrante, a redação da Jovem Pan São Luís acionou a Sema e a Caema, que emitiram a seguinte nota:
“A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) informa que realiza monitoramento contínuo e sistemático da balneabilidade das praias da Ilha de São Luís, com coletas e análises semanais, garantindo o acompanhamento regular da qualidade da água na praia do Olho d’Água. A Sema também atua permanentemente na fiscalização de lançamentos irregulares de efluentes, verificando o cumprimento das normas ambientais e aplicando as sanções administrativas cabíveis sempre que identificadas infrações.
No que se refere ao monitoramento, a SEMA esclarece que segue rigorosamente os protocolos estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 274/2000, que define os critérios oficiais de balneabilidade utilizados em todo o país. O Governo do Estado mantém a regularidade das coletas, a padronização das análises e a divulgação transparente dos resultados por meio de boletins semanais, garantindo informações seguras e atualizadas à população.
Ações de Saneamento
A Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) destaca que estão em curso operações sistemáticas de interceptação, limpeza de redes, vistorias e notificações para coibir ligações clandestinas e despejos irregulares, que representam fonte direta de poluição hídrica. A Companhia mantém articulação com órgãos ambientais e de fiscalização para ampliar medidas emergenciais de controle.
A gestão estadual está realizando investimentos estruturantes em saneamento básico. Somente entre 2024 e 2025, mais de R$ 600 milhões já foram destinados à ampliação e modernização da rede de esgotamento sanitário, à melhoria das estações de tratamento e à redução de lançamentos irregulares, medidas essenciais para a melhoria contínua da qualidade das águas urbanas e costeiras.
A Caema destaca que estão em curso operações sistemáticas de interceptação, limpeza de redes, vistorias e notificações para coibir ligações clandestinas e despejos irregulares, que representam fonte direta de poluição hídrica. A Companhia mantém articulação com órgãos ambientais e de fiscalização para ampliar medidas emergenciais de controle.
Atualmente, São Luís possui mais de 967 mil metros de rede implantados, além de obras em execução que somam quase R$ 90 milhões, destinadas a ampliar a coleta e o tratamento. Entre os avanços recentes, destaca-se a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Anil, com investimento de R$ 100 milhões em parceria entre os governos Federal e Estadual, aumentando significativamente a capacidade de tratamento da bacia.”
Esperança
A população espera que as autoridades ambientais identifiquem o responsável pelo lançamento irregular do esgoto, seja ele um comércio, uma residência ou uma rede clandestina. Também cobra que as autoridades apliquem as sanções previstas na legislação ambiental.
O despejo de esgoto em corpos d’água sem o devido tratamento é uma infração grave que exige uma resposta imediata e rigorosa do poder público.
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