A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Maranhão (FICCO/MA) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (18), a Operação Íctio com o objetivo de desarticular uma organização criminosa de alta periculosidade envolvida no tráfico de drogas em larga escala e na ocultação de bens. A ação resultou na determinação judicial de bloqueio de cerca de R$ 297 milhões em contas bancárias vinculadas aos investigados e a empresas de fachada, impondo um duro impacto financeiro ao grupo.
A ofensiva ocorre dentro do cronograma da Operação Força Integrada, uma mobilização nacional coordenada que acontece simultaneamente em 15 estados brasileiros para asfixiar o crime organizado. No Maranhão, o foco das investigações está na distribuição capilarizada de cocaína e crack em diversas comunidades da Grande São Luís.
Modus operandi

De acordo com os investigadores, o grupo utilizava uma estrutura sofisticada para dar aparência lícita ao dinheiro do tráfico. O esquema envolvia a fragmentação de movimentações financeiras, o uso de “laranjas” (interpostas pessoas) e a criação de empresas de fachada.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, as autoridades sequestraram bens de alto valor, incluindo veículos de luxo e imóveis de alto padrão, que seriam frutos diretos da atividade ilícita.
Sobre a operação
A Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados do Tribunal de Justiça do Maranhão expediu, ao todo, 4 mandados de prisão temporária e 30 mandados de busca e apreensão. A operação cruzou fronteiras estaduais, com alvos localizados em:
- Maranhão: São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Barreirinhas.
- Ceará: Juazeiro do Norte.
- Espírito Santo: Vila Velha.
- Santa Catarina: Itapema.
Durante as diligências, um dos alvos foi preso em flagrante por posse de arma de fogo sem registro.
Cooperação institucional

A operação mobilizou um grande aparato de segurança. A FICCO/MA — composta por Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e o Centro de Inteligência da SSP/MA — contou com o suporte das superintendências da PF no Espírito Santo e Santa Catarina, além da Polícia Civil do Ceará, da Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP) e do Corpo de Bombeiros do Maranhão.
Os envolvidos poderão ser indiciados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes e desdobramentos do fluxo financeiro do grupo.
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