Rodoviários discutem paralisação total dos ônibus em São Luís após impasse nas negociações salariais.

Impasse nas negociações pode levar a paralisação total do transporte na Grande São Luís nesta sexta(30)

O sistema de transporte público da Grande São Luís caminha para um colapso iminente. Na manhã desta quinta-feira (29), a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (STTREMA) se reuniu com entidades de classe. O encontro serviu para definir os detalhes operacionais da paralisação total da frota.

Até o momento, a greve está mantida e a categoria decidiu interromper as atividades a partir das 00:00 desta sexta-feira (30), atingindo tanto as linhas urbanas quanto as semiurbanas de toda a região metropolitana.

Entenda o motivo

A crise ganhou força na última terça-feira (27). Na ocasião, o presidente do sindicato, Marcelo Brito, anunciou o estado de greve após o fracasso da quarta rodada de negociações da data-base. A mobilização é uma resposta direta à proposta dos empresários do setor, que ofereceram reajuste linear de apenas 2% sobre salários e benefícios.

Descontentamento da categoria

O índice proposto pelo patronato foi recebido com forte indignação pela liderança sindical. Para os rodoviários, que pleiteiam um reajuste salarial de 15% e melhorias no ticket alimentação, a oferta de 2% é insuficiente diante da inflação e das condições de trabalho.

Em entrevista exclusiva à Rádio Jovem Pan São Luís, o Secretário de Comunicação do STTREMA Gilson Coimbra defendeu a categoria:

 “Os rodoviários não querem fazer greve, eles querem reajuste salarial. A greve não faz bem nem aos usuários e nem aos trabalhadores”, afirmou o secretário.

Secretário de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (STTREMA) Gilson Coimbra (reprodução/João Pinheiro/Jovem Pan São Luís)

Respeito aos prazos legais

Diferente de outros movimentos, a paralisação não depende de novas assembleias. A categoria já havia votado e legitimado juridicamente a possibilidade de greve em reuniões anteriores. Com o anúncio do estado de greve na terça-feira, foi cumprido o prazo legal de 72 horas. Assim, o movimento pode começar legalmente na madrugada desta sexta-feira.

Coimbra reiterou a fala do presidente do sindicato, Marcelo Brito. Segundo ele, a categoria busca apenas a garantia dos direitos trabalhistas. Entre as reivindicações estão o reajuste do ticket alimentação e a inclusão de um dependente familiar no plano de saúde.

Sem avanço real nas negociações nas próximas horas, a população da Grande São Luís deve se preparar para a paralisação total do transporte público por tempo indeterminado.

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